
Inclusão Produtiva
A inclusão produtiva tem se consolidado como uma abordagem essencial para promover a autonomia e a dignidade de indivíduos em situação de vulnerabilidade social, conectando-os a oportunidades no mercado de trabalho, empreendedorismo e economia solidária. Sob uma perspectiva contemporânea, ela integra conceitos como trabalho decente, desenvolvimento sustentável e inovação social, utilizando práticas que vão desde capacitações técnicas voltadas às demandas locais até o incentivo ao microcrédito e às redes de apoio colaborativas. Além disso, a inclusão produtiva alia tecnologia e economia digital como ferramentas para ampliar o acesso a mercados e reduzir desigualdades, destacando-se como uma estratégia transformadora que articula políticas públicas, iniciativas privadas e a força das comunidades.
Cenário do Desemprego
O mercado de trabalho brasileiro apresentou avanços significativos em 2024, evidenciados por dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que indicam uma redução da taxa de desocupação para 6,1% no final do ano, o menor índice em mais de uma década. Isso representa uma queda de 1,4 milhão de pessoas desempregadas em relação ao ano anterior. De acordo com o Ipea, a inclusão produtiva desempenhou um papel central nesse contexto, promovendo a inserção de populações vulneráveis em atividades econômicas por meio de programas de capacitação, microcrédito e empreendedorismo social. Esses esforços ampliaram as oportunidades de trabalho formal e informal, fortalecendo a economia local e reduzindo desigualdades.
No cenário global, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) projetou que a taxa de desemprego mundial em 2024 seria de 4,9%, uma ligeira melhora em relação a 2023. Contudo, países de baixa renda continuam enfrentando dificuldades na criação de empregos decentes. Nesse sentido, a inclusão produtiva tem sido vista como uma solução estratégica, integrando práticas como qualificação profissional alinhada às demandas de mercado e apoio ao desenvolvimento de pequenos negócios, particularmente em áreas rurais e urbanas marginalizadas.
Esses dados demonstram que a inclusão produtiva não apenas reduz o desemprego, mas também promove a dignidade e a autonomia de trabalhadores, além de fomentar o desenvolvimento sustentável. Políticas públicas que articulam esforços intersetoriais e utilizam a tecnologia como aliada têm potencial para transformar o mercado de trabalho, criando ambientes mais equitativos e resilientes.
Políticas Públicas para minimizar as taxas de desemprego
No âmbito federal, em novembro de 2019 foi instituída a política pública denominada Estratégia Nacional de Qualificação para a Produtividade e o Emprego, cuja finalidade é articular órgãos e entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, do setor privado e da sociedade civil na promoção da qualificação profissional para o aumento da produtividade e da empregabilidade.
- Desenvolver e integrar programas de qualificação profissional com vistas ao aumento da empregabilidade e da produtividade;
- Desenvolver programas de qualificação de acordo com as demandas do setor produtivo com foco em novas tecnologias;
- Promover ações de qualificação que auxiliem a recolocação do trabalhador desempregado no mercado de trabalho;
- Promover ações de requalificação profissional de trabalhadores empregados;
- Estimular e promover cursos de formação socioemocional complementares à formação profissional;
- Estimular a participação do setor produtivo no fluxo da política de qualificação profissional;
- Estimular e promover a aplicação de metodologias inovadoras de qualificação profissional desenvolvidas pelo setor privado, pela sociedade civil e pelos entes federativos, com alto impacto na produtividade e na empregabilidade;
- Contribuir para o desenvolvimento econômico e social do País;
- Promover e articular iniciativas destinadas ao desenvolvimento do capital humano nacional com vistas ao aumento da produtividade e da empregabilidade; e
- Fomentar mecanismos contínuos de avaliação de impacto, de estudos e de pesquisas das políticas de qualificação profissional.
Programa de Qualificação Socioprofissional do Instituto Alce
Nossos projetos relativos ao Programa de Qualificação Socioprofissional possuem uma interdependência entre a qualificação propriamente dita para o mundo do trabalho, com a certificação de escolaridade. Essa prática visa o progresso nos estudos e a apropriação de conteúdos elementares para que os jovens e adultos busquem o acesso ao nível superior ou técnico profissionalizante. É preciso criar um ambiente para que os estudantes almejem cada vez mais a busca incessante pelo conhecimento.
Sob essa perspectiva, a educação e a qualificação socioprofissional inserem-se como pilares fundamentais para minimizar as taxas de desemprego. Nós do Instituto Alce, acreditamos que formações qualificadas para jovens e adultos, especialmente para aqueles que detêm menores chances de obterem uma vaga no mercado de trabalho formal, seja um caminho viável para a prática da inclusão produtiva.
Diante desse cenário, nossos projetos se apresentam como forma de integrar os alunos com vistas a promoção de cidadania, a partir de espaços de valorização da vida e estímulo às práticas da Economia Solidária. Fundamentamos nossa proposta pedagógica para que jovens e adultos reativem e resgatem os processos de integração e reinserção sócio profissional, alimentados por uma escolarização que promova a socialização e o relacionamento interpessoal. Nesse contexto, os jovens e adultos em situação de vulnerabilidade do ponto de vista econômico e social, entregues as diversas adversidades, como a discriminação social e o desemprego de longa duração, poderão refletir acerca das suas condições e, a partir desse entendimento, compreenderem a própria história e tornarem-se sujeitos protagonistas de uma nova trajetória exitosa de vida.
A preparação para o trabalho não é meramente preparação para o emprego, nem se reduz à busca da empregabilidade. É necessário desenvolver a compreensão do mundo do trabalho e a capacidade de entender, intervir e participar ativamente num mundo em rápida transformação científica e tecnológica.
O Instituto Alce não despreza os aspecto humanos e solidários que devem permear toda relação no âmbito profissional. A qualificação socioprofissional não pode estar dissociada do contexto social em que se deve considerar a responsabilidade socioambiental dos indivíduos, empresas e comunidade.
Parcerias
Podemos viabilizar um projeto socioeducacional que vise a recolocação profissional e a qualificação para o mercado de trabalho. Entre em contato para parcerias.

Nenhuma transformação social pode triunfar se não for precedida de uma revolução nas mentes e nos corações.